Os resultados do Concurso Getap Verão 2026 confirmaram, mais uma vez, o avanço da tecnologia e da gestão agrícola na cultura do milho brasileiro. Com produtividades recordes e participação crescente de produtores de diferentes regiões, a edição deste ano consolidou o potencial produtivo do país e evidenciou a disseminação de conhecimento técnico e inovação no campo.
Segundo Gustavo Capanema, coordenador técnico do Grupo Tático de Produtividade do Milho (Getap), o desempenho obtido nesta safra reforça a evolução contínua do grão em diferentes ambientes produtivos. “Em resumo, o Getap Verão deste ano foi um grande sucesso em termos de resultados, adesão, tecnologias e desempenho geral. Tivemos recordes quebrados e a tendência é manter esse crescimento. Cada ano traz um desafio diferente, seja em relação ao clima, à pressão de pragas ou a outras intempéries. Ainda assim, o produtor mostra que está sempre preparado para enfrentá-los”, destaca.
Resultados regionais
Na Região Oeste, onde a área destinada ao milho verão é menor em comparação a outras áreas produtoras, o concurso demonstrou que o potencial produtivo continua elevado. O primeiro lugar na categoria sequeiro ficou com Thomas David Peixoto, de Costa Rica (MS), que alcançou produtividade de 208,28 sacas por hectare.
Já na Região Norte, a Bahia voltou a se destacar nacionalmente. Marcelino Flores de Oliveira, de Formosa do Rio Preto, liderou a categoria sequeiro, com 315,37 sacas por hectare. Na sequência, aparece João Antônio Gorgen, também de Formosa do Rio Preto, com duas marcas 274,25 e 272,44 scha. Completam a lista de vencedores o agricultor Johnny Alberto Quesinski, de Luís Eduardo Magalhães (258,91 scha), Olmiro Flores de Oliveira, de Riachão das Neves (257,51 scha), e Eduardo Faccioni, de Correntina (234,05 scha).
Conforme analisa Capanema, o Norte deu sequência ao desempenho registrado no ano passado, com resultados surpreendentes, também acima de 300 scha. “Isso demonstra a força baiana e de outras regiões. Ao observarmos o top 5 da Bahia no sequeiro, vemos produtividades elevadas, o que ficou muito positivo”, ressalta.
A força de Minas Gerais ficou evidente nos resultados da Região Centro. Na categoria irrigado, a liderança foi da Fazenda Nacional AgroFarm, de São Gonçalo do Sapucaí, com 289,55 scha. Também figuraram entre os destaques Olindo Cesar Corso, de Bambuí (287,64 scha), Alexandre Avelar, de Três Corações (280,89 scha), Antônio Roberto Bergamasco, de Perdizes (267,01 scha), e Matheus Miaki, de Patrocínio, com dois resultados entre os seis melhores colocados, alcançando 261,69 e 237,54 scha.
No Centro, categoria sequeiro, Marcelo Sanfelice, de Ibiá (MG), conquistou o primeiro lugar, com 307,71 scha. Diego Vettori, de Campanha, ficou em segundo, com 299,13 scha, seguido por Marcus Veiga e Carlos Fábio Rivelli, ambos de São João del Rei, com 282,73 e 281,81 scha, respectivamente. José Marcio Piassa e Família, de Araguari, registrou 279,36 scha, enquanto Vander Andrade, de Luminárias, fechou o ranking dos seis melhores com 278,79 scha.
“Na Região Centro, tanto no sequeiro quanto no irrigado, os resultados mostraram mais uma vez que não apenas o Sul do estado se destacou, mas também o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba. Foram produtividades acima de 300 sacas e médias próximas desse patamar nas duas categorias, números realmente impressionantes, que reforçam a importância da regionalização”, afirma o coordenador técnico.
Maiores médias
Os maiores números do concurso, entretanto, vieram da Região Sul. Na categoria irrigado, a Agrícola Binsfeld, de Palmeira das Missões (RS), liderou com 359,61 scha. Também integraram o ranking Thailo Bevilaqua, de Santa Bárbara do Sul (357,63 scha), Avelino Menegaz, de Jacutinga (338,34 scha), Valdir Fantini, de Vila Lângaro (334,07 scha), Thales Antônio Scalco, de Campo Novo (331,09 scha), e Raul von Mühlen, de Dois Irmãos das Missões (319,22 scha).
No Sul nacional, na categoria sequeiro, Eduardo Pletz, de Guarapuava (PR), alcançou o maior resultado de todo o concurso, com expressivas 369,92 scha. O ranking foi completado pelo Grupo Reinhofer, de Reserva do Iguaçu (362,82 scha), Agro Mallon, de Canoinhas (360,55 scha), Karl Eduard Milla, de Pinhão (354,62 scha), Ralf Karly, de Candói (353,23 scha), e Ricardo Arthur Leh, de Guarapuava (348,97 scha). “Na Região Sul, como já divulgado anteriormente, tivemos recordes expressivos, com o top 10 das categorias superando os resultados do ano passado e alcançando médias excelentes”, diz Capanema.
Para o coordenador técnico, os resultados obtidos em todas as regiões demonstram que o acesso à informação e às tecnologias de produção está cada vez mais democratizado no agronegócio brasileiro. “Temos milho sendo produzido praticamente em todo o Brasil, com tetos produtivos altíssimos. Isso mostra que a tecnologia das empresas, dos técnicos, dos pesquisadores e de todos os profissionais envolvidos está sendo propagada e disseminada por todo o país”, cita o coordenador.
Além disso, para ele, independentemente da região em que o produtor esteja, é possível ter acesso a informações e ferramentas que permitem alcançar excelentes colheitas. “O produtor colheu os louros do seu trabalho e já começa a se preparar para o próximo ano, mais uma vez buscando produtividades cada vez mais elevadas”, conclui.


